sexta-feira, 6 de abril de 2007

ALEGORIA INFANTIL

Acrílica sobre duratex impermeabilizado
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Ars Poetica Truncata
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-------------------------------( Aos Martinelli, amigos de sempre
-------------------------------Com a permissão das mulheres
-------------------------------pela brincadeira )
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Não se refira
a uma mulher
como poeta

----------------------diga poetisa
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Deixe poeta ao marmanjo
criador da ampulheta

----------------------da baioneta
do estrondo da nau
----------------------de corveta
do ogro, do malogro
----------------------do rabo do capeta
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O homem
come e deleta
chame-o poeta

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----------------------A mulher martiriza
----------------------numa torre de Pisa
----------------------que seja poetisa
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----------------------- e mesmo por ir
----------------------abilhada de brisa
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----------------------e por ser tudo de bom
----------------------aúra-masda, pitonisa -
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Além do mais
repare nisto:
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nas noites de vento e lua cheia
em que os sininhos das varandas
reinam no desmando
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----------------------/- corre, Maria
------------------------o macarrão tá queimando ! /
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----------------------Mulheres...
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Conselho de um Espantalho
Leitor de Maquiavel

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(Para Amarene)
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Pra espantar os males
que se achegaram das calhordas
faça de uma leve inconseqüência
a
sua
meta

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É isso
que o imperador das hortas
quer dizer
quando espraia nas espigas
seu silêncio
de trapos
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E os pardais
que se danem
nas tiriricas de um vizinho
cujo rosto não importa
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3 comentários:

Analuka disse...

Noites de vento
e lua cheia
sininhos na varanda...

Muitas mulheres, serpentes, viagens em teus poemas, Chico.

Mas ainda penso que poderias retalhar teus textos em saborosas partículas!

Beijinhos alados.

João Paulo disse...

Olá Poeta,

"Ars poética truncada" é tudo de bom, gostei!

Ainda não se chegou a uma definição se poeta, ou poetisa... vc traz essa discussão de forma bastante interessante, lúdica, e sem preconceitos!

Parabéns pelas telas. Seu blog é arte!

saudações Chico,

João P.

Anônimo disse...

Aprendi muito